sábado, 9 de setembro de 2017

"[...] Com temporários ilustres no ego, ela gritou ainda que em silêncio. Aquela notícia a deixou imóvel por alguns minutos e pensativa pelo resto da noite. Agora já não conseguia dormir, nem pensar em outra coisa. A ânsia pelo reconhecimento, pela admiração, pelo cortejo lhes ocupava as intenções mais mesquinhas do seu refúgio intelectual."

Autora: Dayanna Lima 
Trechinho do livro
"[...] A possibilidade do fim deixa Sofhy presa a um escuro irrefutável, porque a perda é a única coisa da qual sente medo. E uma vez sozinha nesse escuro, os pensamentos ficam soltos, não chegam direito. Reconhece a dor, mas não o que dizer. As palavras amontoam-lhe a garganta almejando soar o grito que a urgência lhe causa. Mas por hora, terá que descobrir como tornar-se-á foragida de si mesma."

Dayanna Lima - trecho do livro <3

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

"Quando já não cabe em mim, transbordo em versos. Mas, meu coração é lírico demais para ludibriar teu analfabetismo poético. Falhei, miseravelmente. Confesso. O tempo será meu maior justiceiro." 

Autora: Dayanna Lima
Construindo o livro 
Emoticon heUm dia sai.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Circunstâncias

"Sinto que você abraçou as circunstâncias, puxou a vela e deixou o vento lhe levar ao lugar mais próximo. No entanto, quando a força do vento diminuiu e a calmaria permaneceu por algumas horas, bateu um vazio e uma vontade louca de voltar ao início da jornada. O que pareceu inevitável, porque você se entregou sem planejar a saída de emergência e não demarcou o caminho de volta ao que lhe fazia bem. E assim, seguiu a vida com o coração preso ao que lhe completava, embora não fosse mais palpável."

Autora: Dayanna Lima

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"[...] Sentia-se tão perdida em meio as incertezas que não permitia que alguém pudesse salvá-la dela mesma, era quase uma batalha perdida, embora nunca tivesse a intenção de começar uma guerra. O que podia fazer por hora era silenciar a mente, desconectar o consciente e se desfazer dos seus ideais, porque se existia um tempo e um lugar para morrer, teria que descobrir isso sozinha. E mais uma vez, estava por conta própria, sem ter a quem recorrer para refugiar as dores da alma, do existir, do sobreviver. [...]"
Autora: Dayanna Lima
Construindo o livro 
Emoticon heUm dia sai.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Dor silenciada

"Se por um instante ouso silenciar o grito interior, findo consequências de um corpo inerte que submetido a dor do silêncio, limita-se ao controle de si"

Autora: Dayanna Lima




sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

"[...] Em um momento de exigência exagerada, na tentativa de permutar com o que ainda lhe restara, cochichou para si mesma enquanto saia do Box.
– Vamos, amor-próprio, alimente sua graça pelo menos até o final do dia. Cá estou eu... Não corte as cordas, não me deixe cair."

Autora: Dayanna Lima
Trechinho do livro



quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

"[...] O amor não lhe servira mais. Às vezes que se propusera a amar foram perdidas, deixando seus tímidos passos sob a superfície da desilusão. E o que lhe pertencia por direito, desmoronou bem na sua frente sem que estivesse preparada para suportar tamanha perda. Agora as aflições reinavam em seu castelo de vidro e já não pudera ver totalidade em um mundo fragmentado pela insegurança de tudo o que é efêmero, transitório, passageiro."
Autora: Dayanna Lima
Breve trecho do livro



sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

"[...] Ao tomar um choque de realidade súbita retornou ao tempo presente, a qual abandonara por alguns segundos. No começo quis até desistir, mas já era muito tarde para tal. Decidiu então encarar com louvor o que lhe esperava, apesar de não acreditar no destino estabelecido pelo acaso ou pela sorte. Ela acreditava mesmo no movimento de seus ideais, na força que tinha em si. Dessa forma poderia bloquear os temidos limites que o medo gritava aos ouvidos de sua emoção, um sistema quase inoperante em seu ser."
Autora: Dayanna Lima
Trecho do meu  livro


quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Ao fechar os olhos, acreditamos dividir um lugar único entre dois mundos não muito distintos, mas que por amor – e por ele somente – reúnem dentro de si o refúgio secreto que emerge do mais sincero toque, tornando a fantasia palpável às singelas mãos do espírito. E assim, nos sentimos acolhidos pela atitude em amar de todo coração, de todo sentido, de todo ser... Livres do peso que o julgo implica às ruínas do que nos restou, pois é possível permanecer firmes – ainda que de joelhos. E mesmo que não consiga ver a luz, feche os olhos e confie. Sua resposta pode estar no silêncio do seu escuro, do meu escuro, do nosso escuro!"
Autora: Dayanna Lima